governo do estado se reune com representantes das macrorregionais para falar sobre o combate ao novo coronavirus 20200429 1988909309

Foto: Osmair Cercal/Secom

Prefeitos e representantes das macrorregiões catarinenses Sul, Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí, Planalto Norte e Nordeste participaram na tarde de terça-feira, 28, da primeira rodada de conversas promovida pelo Governo do Estado para discutir as ações e o planejamento de enfrentamento à Covid-19.

Durante quatro videoconferências, o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, o chefe da Casa Civil, Douglas Borba, e o coordenador da Central de Atendimento aos Municípios (CAM), Gabriel Arthur Loeff, apresentaram aos gestores públicos e à Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) um panorama do atual cenário de combate à pandemia e as projeções para os próximos meses. Esse foi o início de um movimento de integração que deve ser cada vez mais frequente com os agentes das macrorregionais.

“Tenho certeza que todos juntos, todos unidos, com muito diálogo e, principalmente, com muitas ações, vamos sobreviver a essa pandemia que assola toda nação e todo mundo”, afirmou Douglas Borba.

A atual estrutura hospitalar e de equipamentos existentes no Estado foram apresentados pelo secretário Helton Zeferino, que também falou sobre o planejamento das ações para cada uma das regiões. O secretário destacou que o foco e os investimentos da área da Saúde estão voltados neste momento para o atendimento de alta complexidade, especialmente para ampliar a oferta de leitos de UTI na rede hospitalar para os casos de Covid-19.

A capacidade de atendimento e os recursos para as cidades são as preocupações dos gestores municipais. Santa Catarina conta hoje com 1.113 leitos de UTI em hospitais públicos e filantrópicos, entre neonatais, adultos e pediátricos. Destes, 303 são novos leitos ativados nos 48 hospitais que fazem parte da política de enfrentamento ao novo coronavírus. O planejamento do Governo do Estado é chegar em 1.523 leitos, sendo 713 novos leitos de UTI até 31 de maio.

As alternativas são importantes já que Santa Catarina depende do governo federal para ativar novos leitos de UTI. Existem protocolos a serem cumpridos, além de serem necessários equipamentos específicos, profissionais qualificados e a habilitação de hospital, que é feita pelo Ministério da Saúde. “Nosso foco é otimizar equipamentos das 48 unidades já credenciadas no Estado. E, para isso, não há fronteiras macrorregionais”, afirmou o secretário da Saúde.

Helton reforçou também que os municípios já receberam recursos e equipamentos disponibilizados pelo governo federal na ordem de R$ 108 milhões. A distribuição do montante é feita por critérios como população, incidência da doença e estrutura hospitalar. A Secretaria de Estado da Saúde também adquiriu 6,7 milhões de EPIs e vai distribuir um terceiro lote de testes rápidos para todos os municípios catarinenses.

“É um desafio que todos nós temos, algo que é inusitado para todos nós que fazemos parte da saúde, seja gestor municipal, seja gestor estadual. Mas acreditamos, sim, que juntos nós possamos ofertar para a população catarinense um serviço de qualidade e que tenha capacidade operacional para enfrentar esse momento de crise pelo qual estamos passando”, considerou o secretário.

Todas as informações apresentadas nos encontros virtuais da última terça-feira podem ser acessadas diariamente no site oficial sobre o combate ao novo coronavírus. A ferramenta concentra dados atualizados diariamente, conforme reforçou o chefe da Casa Civil, Douglas Borba. Ele confirmou que nas próximas semanas todos poderão ter acesso também às informações regionalizadas. “Todos os dias temos fatos novos, indicadores, e tudo será disponibilizado em breve aos municípios com relatórios regionalizados para tomar decisões mais assertivas e apropriadas para o seu território de administração”, ressaltou.


Foto: Osmair Cercal/Secom

O diretor executivo da Fecam, Rui Braum, pediu a continuidade do diálogo com o Estado e apoio para conversar sobre o avanço da doença. “É muito importante que a gente mantenha o canal aberto e que essa articulação seja feita também com os municípios, com os Coseps (Conselhos de Segurança dos Pacientes) e com os hospitais de forma permanente”, completou.

O secretário executivo da Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte), Hélio Daniel Costa, disse que valoriza o esforço do Governo do Estado nesse momento. “Nós agradecemos em nome de todos os prefeitos da região e nos colocamos à disposição”, reforçou.

Já o vice-presidente da Associação dos Municípios da Grande Florianópolis (Granfpolis), o prefeito de Palhoça, Camilo Martins, elogiou a transparência do Governo do Estado. “Eu me sinto satisfeito como representante dos prefeitos da nossa região e espero que possamos ter um diálogo único, as mesmas decisões, pois é de fundamental importância. Parabenizo a todos pelo trabalho, sei que não deve estar sendo fácil”, finalizou.

Nesta quarta-feira, 29, será realizada a segunda rodada de conversas com representantes das regiões Grande Oeste, Planalto Serrano, Meio-Oeste e Vale do Itajaí.

 Região Sul

A macrorregião é formada por 35 municípios que estão dividos entre a Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel), que conta com 18 cidades; a Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc), com 15; e a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), com 12; totalizando uma população de aproximadamente 1 milhão de pessoas. Tem 5 hospitais vocacionados para atendimento de pessoas com Covid-19, com 132 leitos de UTI. Destes, 31 são novos leitos ativos para tratamento  de pacientes infectados com o novo coronavírus. A macrorregião está com 437 casos da doença confirmados, conforme o último boletim epidemiológico, e 15 mortes.

 Região da Grande Florianópolis

Com uma população de 1 milhão de habitantes, a região da Associação dos Moradores da Grande Florianópolis (Grandfpolis) tem 22 municípios. A macrorregião possui 132 leitos de UTI em 10 hospitais, sendo que 60 são novos leitos ativos. São 460 casos confirmados e 10 mortes.

Região da Foz do Rio Itajaí

A macrorregião da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) é formada por 11 municípios com aproximadamente 715 mil habitantes. Para tratamento de pacientes com o novo coronavírus, estão vocacionados 3 hospitais com 83 leitos de UTI. Eles têm 24 novos leitos de UTI ativos. A macrorregiãoregistrou 310 casos confirmados e 11 mortes até o momento.

Regiões Norte e Nordeste

A população dessa macrorregião tem mais de 1 milhão de habitantes em 26 municípios que fazem parte da Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali), que conta com 7 cidades; da Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte), com 10; e da Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc), com 9. São 11 hospitais vocacionados com 260 leitos de UTI ativos. Desses, 70 são novos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19. A macrorregião possui 207 casos confirmados e 4 óbitos, conforme o boletim epidemiológico de terça-feira.

Acompanhe as notícias sobre o novo coronavírus

As notícias sobre as medidas para conter a propagação do novo coronavírus em Santa Catarina e os boletins atualizados com a situação do Estado podem ser acessadas no site sc.gov.br ou www.coronavirus.sc.gov.br. As atualizações podem ser acompanhadas ainda pelo YoutubeInstagram Facebook do Governo do Estado.

Informações adicionais à imprensa
Márcia Callegaro
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